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Ver ProdutoO Ibama realizou uma operação de fiscalização no litoral do estado do Pará nos municípios de Bragança e Augusto Corrêa, denominada Operação Kalunga. Durante a ação, que ocorreu em 13 de fevereiro de 2026, foram aplicados 25 autos de infração que totalizam mais de R$ 2,9 milhões em multas, além da apreensão de seis embarcações envolvidas em pesca e comércio ilegais e de 36,7 toneladas de pescado com origem irregular.
A fiscalização se concentrou especialmente na captura e comercialização do pargo, espécie que tem grande interesse comercial e importante valor econômico, muitas vezes destinada ao mercado de exportação. Os agentes constataram diversas irregularidades, como pesca em áreas não autorizadas, pesca em profundidades inferiores às permitidas, equipamentos de rastreamento desligados durante o período de defeso e tentativas de fraude na identificação de embarcações.
Durante a operação, os fiscais também verificaram uma denúncia de comercialização ilegal de mero, espécie que está criticamente ameaçada de extinção, resultando na apreensão de 9 quilos desse pescado proibido. A ação reflete o esforço do órgão em proteger os estoques pesqueiros, combater a pesca predatória e reforçar a sustentabilidade dos recursos naturais aquáticos na região.
Nos últimos anos, os pesque-pagues no Brasil deixaram de ser apenas pontos de lazer e tornaram-se um componente importante do setor de pescados, afetando positivamente o consumo e a economia local em várias regiões do país.
Esses espaços combinam atividades de pesca esportiva com infraestrutura de entretenimento familiar e têm atraído um público diversificado, desde praticantes de pesca até famílias em busca de lazer ao ar livre. Essa tendência tem feito com que muitos pesque-pagues expandam sua estrutura e comercializem produtos derivados da pesca, como tilápia e tambaqui, diretamente para consumidores e restaurantes.
O crescimento desse modelo de negócio tem impulsionado a demanda por pescados frescos e beneficiados, criando conexões mais fortes entre a produção rural e mercados urbanos. Empresários do setor destacam que a média de gasto dos visitantes em um pesque-pague gira em torno de R$ 60 a R$ 70 por pessoa por dia, o que contribui para movimentar a economia local e gerar emprego em áreas rurais.
Além do impacto econômico direto, a expansão dos pesque-pagues estimula o interesse pela pesca esportiva e pela cultura do consumo de pescados, o que pode ajudar a aumentar os índices de consumo per capita no Brasil — que ainda estão abaixo da média mundial. Isso também cria oportunidades para produtores locais ampliarem a oferta e diversificarem a oferta de espécies.
Especialistas citados na matéria afirmam que esse modelo híbrido de lazer e produção pode fortalecer cadeias produtivas sustentáveis, integrando ecoturismo, agricultura familiar e sustentabilidade ambiental, desde que seja alinhado a práticas de manejo responsáveis e políticas públicas de incentivo ao setor.
O estado do Paraná atingiu uma marca histórica no setor de piscicultura brasileira ao produzir 273 mil toneladas de peixes em 2025, consolidando sua liderança na produção nacional dessa cadeia produtiva. Segundo dados oficiais do Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026, o volume representa 9,1% a mais que em 2024, reforçando a força do setor de cultivo de peixes no país.
Esses dados mostram que o Brasil ultrapassou a marca de 1 milhão de toneladas de peixes cultivados no ano, um recorde na história da piscicultura nacional. Isso revela que a atividade tem conseguido crescer de forma consistente, mesmo diante de desafios como variações climáticas e flutuações de mercado, e se afirma como um componente importante do agronegócio brasileiro.
O desempenho do Paraná não foi isolado: vários estados mostraram resultados positivos, com destaque para São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Maranhão, que também apresentaram aumentos na produção em 2025. O crescimento em diferentes regiões indica que o setor está se diversificando e fortalecendo com base em técnicas de cultivo e gestão ampliadas.
Especialistas ouvidos pela matéria apontam que esse avanço se deve a uma combinação de fatores, incluindo tecnologia de criação, apoio técnico aos produtores e expansão de mercados interno e externo. A piscicultura tem respondido pela oferta de espécies como tilápia e tambaqui, que têm demanda crescente tanto no Brasil quanto em países importadores.
Além disso, o crescimento do setor tem impacto direto em geração de emprego e renda em áreas rurais, fortalecendo comunidades que dependem da criação de peixes para sustento e economia local. A perspectiva é que a piscicultura continue se expandindo nos próximos anos, com investimentos em tecnologia e infraestrutura, e que se torne cada vez mais estratégica para o agronegócio brasileiro.